YJ Kickoff - шаблон joomla Форекс

Crédito trabalhadores Rosch

Segue abaixo os trabalhadores da ROSCH que estão com crédito pendente referente ao processo SINTAPPI-MG X ROSCH Nº 0079600-30.2006.5.03.0009 e devem entrar em contato com o Setor Jurídico através do telefone (31) 3303-7514.

 

            SINTAPPI/MG X ROSCH
       Nº 0079600-30.2006.5.03.0009
 
NOME
ADELENA MORAIS DE OLIVEIRA
ADRIANA CASSEMIRO LEAL DELFINO
ADRIANA ALVES SCHONTON
ADRIANA CAROLINA FERNANDES
ADRIANE SILVA DE FIGUEIREDO
ADRIANO RODRIGUES DE CARVALHO
ALANA DE LOURDES ARRUDA
ALESSANDRA ALVES DA SILVA
ALESSANDRA TEIXEIRA SOARES
ALESSANDRO BRAGA MARRA
ALEXANDRE ALMEIDA PIMENTA
ALEXANDRE BORGES GONÇALVES MATOS
ALEXANDRE FERNANDES DA SILVA
ALINE DE CÁSSIA LUZ
ALINE LORENA PAULINO
ALINE MARIA DE OLIVEIRA
ALLANA MOREIRA CAMPOS OLIVEIRA
ALYSSON HENRIQUE DOS SANTOS
AMANDA CRISTINA BARBOSA ALVES
AMILDE SALES LIMA ARAÚJO
ANA CAROLINA DE CARVALHO
ANA CAROLINA FERNANDES DA SILVA
ANA LUIZA NOGUEIRA DIAS
ANA PAULA VIDAL DELAZARI GOMES
ANDERSON ARAÚJO SANTOS
ANDERSON BICALHO FERREIRA
ANDERSON FLÁVIO OLIVEIRA AMORIM
ANDERSON HENRIQUE DOS SANTOS
ANDRE FELIPE COELHO DE BARCELOS
ANDRÉ GUIMARÃES BREDER
ANDRÉIA APARECIDA DE LIMA MOSCARDINI
ANDRÉIA DE ANDRADE BRITO
ANDRÉIA PEREIRA DE FREITAS LOPES
ANDRÉIA RAMOS SANTANA
ANDREZA MENDES GOMES
ANGÉLICA MARIA DUTRA
ANSELMO CÁSSIO CESÁRIO
ANTÔNIO FABIANO ABRANTES
ANTÔNIO HÉRCULES RIBEIRO
ARETHUSA MÁRCIA LIMA NOGUEIRA
ARLETE MARIA NEVES
ARMANDO SANTIAGO
ARMENDES MOREIRA RODRIGUES
BEATRIZ RODRIGUES MIRANDA
BLEINA DE MELO CARVALHO MENDONÇA
BRUNO ARAÚJO DE FARIA
CAMILA DE SOUZA MOURÃO
CAMILA SILVA BARBOSA
CARLOS ALBERTO DOS REIS
CARLOS HENRIQUE DE OLIVEIRA
CARLOS HENRIQUE SALES
CARLOS JOSÉ VALE DE SOUZA
CELMA DE SOUZA COELHO
CHARLINE GONÇALVES SIMÕES
CLARICE CASSEMIRO PACHECO DE SOUZA
CLARINDO SOARES DE OLIVEIRA
CLAUDIA CONCEIÇÃO MORAIS DE ARAÚJO
CLAUDIA DOS SANTOS BARRETO
CLÁUDIA IMACULADA DOS SANTOS
CLÁUDIA MÁRCIA ROCHA DE REZENDE
CLÁUDIA NUNES FERREIRA
CLEIDE APARECIDA MORAIS DA SILVA
CLEIDE DOZA DIAS SIQUEIRA
CLÉRIA CRISTINA DE SOUZA
CLOTILDE MARIA GONÇALVES
CRISTIANE GARCIA CERQUEIRA MACEDO
CRISTIANE LOPES DE OLIVEIRA
CRISTIANO DANIEL ESCARABE
CYNTHIA GOMES GOULART
DAIANE MARTINS GONÇALVES
DANIEL CECCON DE FREITAS
DANIELA ALVES DA SILVA
DANIELA LIMA DIAS
DANIELA LÚCIA DOS SANTOS
DANIELA ROSÁLIA DO NASCIMENTO
DANIELE CUNHA ARANDA
DANÚBIA VILELA STRACK
DANYELA SILVA SOUZA
DAYANNE PRISCILA DE OLIVEIRA
DEISE FERNANDES
DEISE REGINA MOURA DA SILVA
DENIS LEANDRO DA SILVA
DENISE SIMÃO GOMES
DIOGO CORREA VIEIRA
DULCIMAR COSTA DE JESUS
EDER TEIXEIRA DA ROCHA
EDMAR HENRIQUE VENTURA
EDNA APARECIDA MOTA
EDNA FREITAS DA SILVA MACEDO
EDNA MARA DE MOURA
EDSON BISPO DE MIRANDA JUNIOR
EDUARDO DOS REIS DE OLIVEIRA
EDVANIA MOREIRA ANTENOR
EDYGARD FARIA BRASILEIRO
ELAINE APARECIDA FONSECA
ELAINE CRISTINA CARDOSO DE SOUZA
ELAINE CRISTINA DA SILVA MOREIRA
ELGA JACQUELINE DE OLIVEIRA E SILVA MOURA
ELIANE JUNQUEIRA SEIXAS
ELIEL HEMAN DE OLIVEIRA
ELISANGELA GOMES PEREIRA
ELISANGELA RIBEIRO BISPO GHANEM
ELIZA SOUZA DA SILVA
ELIZABETE BRAGANÇA BATISTA
ELOISA RODRIGUES PEREIRA
EMERSON BATISTA OLIVEIRA
ENIO ANDRADE DE PAULA
EUGENIA MONICA DUTRA FERRAZ
EULER MÁRCIO LELIS BARBOSA
EVARISTO HUASCAR FERREIRA
EVERTON DE ALMEIDA BATISTA SANTOS
EVERTON FELIPE FLORIANO
FABIANA APARECIDA DIAS PINTO
FABIANA APARECIDA MACHADO
FABIANA DA PENHA COSTA E SILVA
FABIANA FARIA SILVA
FABIANA FERREIRA DA SILVA SALUSTIANO
FABIANA GRANJA DE ANDRADE
FABIANA RIBEIRO DE CASTRO
FABIANO BASTOS REIS
FABIANO MARTINS
FABIO CAMPOS DE CARVALHO
FABIOLA CELIA VIEIRA DA SILVA
FELIPE MONZANI BORBA
FELLIPE ANDRE BARBOSA MARES
FERNANDA ALVES CAMPOS
FERNANDA DA SILVA PEREIRA
FERNANDA DE FÁTIMA CORREA
FERNANDA DE OLIVEIRA CARVALHO
FERNANDA MARIA FURTADO
FERNANDA RIBEIRO ALVES
FERNANDA RODRIGUES DAMASCENO
FERNANDO PRATES DA SILVA
FERNANDO SABINO DE PAIVA SOUZA
FILIPI DE MORAIS BERNARDES
FLAVIA MARIA NUNES
FLAVIA MATOS TRINDADE
FLAVIA PESSOA CORTEZ
FRANCISCO DELANNE LAVARINI
FRANCISCO EMILIO RIBEIRO
GEISA RODRIGUES MOREIRA
GEOVANE SOUZA DA SILVA
GICELLE MACIEL DE O. CASTRO
GILDA MIRIAN DE SOUZA LOPES
GILDEIR DE SOUZA PEREIRA
GILMAR JOSE DA SILVA
GISELA MENDES PEIXOTO SUDERIO
GISLENE APARECIDA PIRES PIRES FLAUZINO
GIULIANO GIL RIBEIRO DE ALMEIDA
GLAUCIA ANTONIA ROCHA
GLAUCIA APARECIDA DA SILVA XAV
GLAUCIA CAMARGO CUSTODIO CARVALHO
GLAUCIA GOMES DALDEGAN
GLENDA DE OLIVEIRA GOMES
GRACIELA MARA GONZAGA
GUILHERME JOSE DOS SANTOS
GUILHERME RIBEIRO DE OLIVEIRA
HANNA CAROLINA CARNEIRO
HANNE CAROLINE DE BRITO
HELITON CAMBRAIA
HELOISA MARIA DE TOLEDO
HILLARIO GUSTAVO DUARTE SANCHE
HUGO LEONARDO BORGES
HUGO MARCELINO DOS SANTOS
HUMBERTO LUIZ VITORINO
IGOR DE OLIVEIRA BAMBIRRA
ILAN NUNES VIANA
ISABELA VIOTTI BERNARDES DE FREITAS
ISILENE MARIA DA SILVA*a pagar
IVANIELE APARECIDA FERNANDES DA COSTA
IVONETE INACIO DE SOUZA
JACQUELINE DA SILVA PALHARES
JANAINA CARLA EUZEBIO SANTOS
JANINE RAMOS DA SILVA SANTOS DIAS
JAQUELINE SILVA DE SOUZA
JAQUELINE TAVARES DA SILVA
JEFFERSON DE SOUZA PEREIRA
JEFFERSON DO CARMO SOUZA ALMEIDA
JEISIANE DINIZ SILVA
JOÃO DE MELO CONSENTINO
JOÃO LUIZ NUNES BOTELHO
JONAS DANIEL DOS SANTOS
JONAS PERCIDIO SILVA ALVES
JORGINA IDONEIA FERREIRA
JOSÉ AUGUSTO FLISTER REIS
JOSE SOUTO VELOSO NETO
JOSEANE BATISTA VELOSO
JOSIANE GIL DOS SANTOS
JOSIENE SILVA TEIXEIRA
JOSILENE DE SOUZA LINO
JOYCE CARVALHO DE RESENDE
JUAO DAGAGNY FERREIRA
JUAREZ DIAS DE MORAIS JUNIOR
JUCIANE MARIA DA SILVA
JULIANA APARECIDA REZENDE
JULLIANO RODRIGUES LUCINDA
KARLA FABIANI FERNANDES
KATIA APARECIDA RAMIRO DE SOUZA
KATIA HONORATO FERREIRA
KEILA CRISTINA DA SILVA DINIZ
LAILA CRISTINA DOMINGUES
LAISA DOS SANTOS VIEGAS ALBUQUERQUE
LAUDILENE BALTAZAR DE SOUZA
LAURO LOPES DE JESUS
LEANDRO CABRAL MACHADO
LEANDRO MACIEL DE CARVALHO
LEILA ANTUNES SOARES
LEILA LUCIA BARBOSA REIS
LEONARDO FERREIRA DA SILVA
LEONARDO FERREIRA DE BRITO
LETICIA BEATRIZ DE SOUZA COSTA
LIGGIA MARIA SILVEIRA PINTO
LILIAN CRISTINA SANTOS
LILIAN JULIANA FERREIRA DE OLIVEIRA
LILIAN MOREIRA RESENDE
LOHYANNY TAVARES DUQUEIRO
LORENA MARA NOGUEIRA
LOURDES APARECIDA DE FÁTIMA A. MARQUES*a pagar
LUCIA HELENA FERREIRA TOLEDO
LUCIANA CEZARINI FERREIRA
LUCIANA DO VALLE RAMOS ALVES
LUCIANA FREITAS SOUSA FICHER
LUCIANA MORAES GONÇALVES MELLO
LUCIANA REIS FERREIRA
LUCIANO VIEIRA FALCUCCI
LUCYMAR BITENCOURT MARTINS
LUDMILA SOARES DOS REIS
LUIS OTAVIO MARCOLINO
LUISIANA CAMPOS TOMASI
LUZANGELA ALVES GONZAGA CARVALHO
LUZIA DE JESUS MARTINS ABREU
LUZIANE FORTUNATO GUSMÃO
LYZA KARINE MARQUESINI
MARCELO ALVES CUSTÓDIO
MARCELO DO NASCIMENTO
MARCELO JUNIOR SOUZA SANTOS
MARCELO MORENO GOMES
MARCELO ULBERG PEREIRA
MARCIA APARECIDA S. DA COSTA
MARCIA DE CASSIA MELO
MARCIA ELAINE BATISTA ROMÃO
MARCOS ANTONIO LEAL DE OLIVEIRA
MARCOS DOS SANTOS GONÇALVES
MARCOS FELIPE CESAR RIBEIRO
MARCOS VINICIUS RESENDE CORREA
MARCULINO LOPES BOMFIM
MARCUS VINICIUS MACHADO
MARGARETE AZAMBUJA SOBRINHO
MARIA ANTONIA DE MATOS
MARIA BEATRIZ SILVEIRA MELO
MARIA DE LOURDES FERREIRA SOUZA
MARIA EUGÊNIA CAJADO NAVARRO
MARIA LÚCIA DE OLIVEIRA RAMOS
MARIA LUCIA DIAS DOS SANTOS
MARIANA FERREIRA DORNAS
MARIANA THADEU GARZON ELIAS JORGE
MARIELLY SANTOS CUNHA
MARINA STELA FERNANDES
MARISA DE JESUS INACIO
MARTA LOPES DE FARIA RODRIGUES
MATHEUS DE LIMA POUSAS
MAURICEIA COSTA VILAS BOAS
MEIRYLANDES MOREIRA DE PAULA
MICHELE APARECIDA SILVA PEREIRA
MICHELLE FERREIRA DA SILVA
MICHELLE GONÇALVES DE AQUINO
MICHELLE RODRIGUES DAMASCENO ROCHA
MIRIAN CRISTINA PINTO
MONALIZA SANTANA REZENDE
MONEIARLEM ANTUNES GUIMARÃES
MONICA ANDRADE DINIZ
MONICA DE ANDRADE COSTA
NATALIA CRISITNA NICOLETTI
NATALIA RIBEIRO DE CARVALHO
NAYARA CUNHA DE FARIA
NILZA DE FATIMA DOS SANTOS
NIVALDO ALVES JUNIOR
NIVIA LUZIA DOS SANTOS
NIVIA MARÇAL RODRIGUES
ORDALIA MARIA REZENDE COSTA
OTAVIO DE FREITAS TOLENTINO
PAOLA CRISTINA OLIVEIRA SILVA
PAOLA MACHADO BUENO
PATRICIA ALVES DOS SANTOS
PATRICIA APARECIDA DE ALVARENGA
PATRICIA C GONTIJO MEDINA
PATRICIA CRISTINA FERREIRA DE ASSIS
PATRICIA DE CASSIA TEIXEIRA
PATRICIA DE SOUZA ANDRADE
PATRICIA NEVES BASTOS
PAULA DARC MOREIRA ARAUJO
PAULA FONSECA ALVIM
PAULA RICELI FERREIRA
PAULIANE CRISTINA RIBEIRO
PAULO ALBERTO FERREIRA DE SOUZA
PAULO ROBERTO DO CARMO
PEDRO AUGUSTO CARDOSO
POLIANNA COSTA CARNEIRO
POLLYANA APARECIDA FARIAS S ARAUJO
RAFAEL GABRIEL NASSAR
RAFAEL MARQUES DE OLIVEIRA
RAFAEL MENDONÇA RODRIGUES
RAFAELA BRAZIL MOREIRA
RAFAELA CESARIO FERREIRA
RAFAELA MENDES COSTA
RAQUEL GALORO MENDONÇA
REGGISLANE ASSIS COSTA REIS
REGIANE MARIA DOS SANTOS
REINALDO PINTO PEREIRA
REJANE ANTUNES GONÇALVES
RENAN SILVA FERNANDES
RENATA APARECIDA PEREIRA
RENATA FERREIRA CAMPOS
RENATA HANDAN
RENATA ROCHA BORGES
RENATO CALI DE PAIVA
RICARDO LUIZ FRANÇA
RICARDO VIEGAS SILVA
ROBERTA HELENA CARNEIRO
ROBERTA LUZ PINTO
RODNEY GERALDO DA SILVA
RODOLFO DUTRA RIBEIRO
RODRIGO FERNANDO PEREIRA VALE
RODRIGO JOSE DA SILVA
ROGERIO ANDRADE FIALHO
RONALDO DA SILVA
RONALDO MACHADO SILVA
RONAN DA SILVA TORRES
RONEI EDUARDO DA SILVA
ROSA MARIA FIGUEIRA DE SOUZA
ROSANA MAYARA CANEDO RESENDE
ROSANE RIBEIRO NASCIMENTO
ROSANGELA AP SILVA SOARES OLIVEIRA
ROSANGELA APARECIDA TORRES E SILVA
ROSANGELA CHAVES DO NASCIMENTO
ROSANGELA CORDEIRA SANTOS
ROSANGELA MARIA DE DEUS SACRAMENTO
ROSELI PEREIRA REZENDE
ROSILENE APARECIDA SOARES
ROSILENE MACEDO COSTA
ROSIMEIRE ALVES SANTOS
RUBENS BEM HUR CARVALHO SILVA JUNIOR
RUBIA VIEIRA COUTO
SABRINA SANTOS NOGUEIRA
SANDRA DE FATIMA LEITE
SANDRA DE FATIMA PINTO
SANDRA EMERICK DE ASSIS
SANDRA HELENA MARTINS DO LAGO
SANDRA MARA PEREIRA GONÇALVES
SANDRA PEREIRA TIAGO
SANDRO BARBOSA TRINDADE
SARAH ADMA MOUSSALLEM VIEIRA
SARAH CRISTINA MENDONÇA RIBEIRO
SELMA JOANES DOS REIS
SERGIO FABIANO WEISS
SHEILA CRISTINA DA SILVA
SHIRLEY CRISTINA DE PAIVA
SHIRLEY MAICLENE RODRIGUES DE SOUZA
SIDINEIA ALVES DOS SANTOS
SILVANA DE FATIMA COUTINHO
SILVANA DOS SANTOS
SILVANA MIRTES SILVA CAMARGOS
SILVANEIDE DA SILVA
SILVIA REGINA DE ALMEIDA
SILVIO MARQUES JUNIOR
SIMONE APARECIDA OLIVEIRA
SIMONE DUARTE
SIRLENE DAS GRAÇAS MIRANDA
SOLANGE ALVES DA SILVA
SOLIANA LAZARA P RODRIGUES
SONIA CAMBRAIA NEVES
SORAYA FERNANDES PEREIRA
SORAYA FERREIRA DA SILVA
STANLEY DE OLIVEIRA E SILVA
SUELLEN DAYANNE DA SILVA ZARDINI
SULIANE VIANA SILVA
SUZANA JESUS DE OLIVEIRA
SUZANE MELO BORGES
TAMIRES GOMES DE SOUZA
TANIA APARECIDA CALLIJURIO
TATIANA LUCY DE SOUZA COUTO
TATIANA PIRES PEREIRA COBRA
TATIANE DE MENEZES MARTINS
TATIANE DE SOUZA SALVALAIO
TATIANE ELIS COSTA
TELEZIO AUGUSTO BONATO ROSSI
TEREZINHA ARANTES DE OLIVEIRA
THALITA ESTEVES DIAS
THIAGO DOS SANTOS CARRIERI
THIAGO GERALDO SOARES
THIAGO RAUL OLIVEIRA TAVARES
THIAGO RODRIGUES FAEDA
TIAGO OLIVEIRA DE SOUZA
VALDENICE APARECIDA SANTOS CRU
VALERIA MARIA DOS REIS
VALQUIRIS MARIA RODRIGUES COELHO
VANDERSON ANDRADE AMARAL
VANESA VILELA
VANIA LUCIA MARTINS DE OLIVEIRA
VERA LUCIA DE OLIVEIRA
VERONICA BARBOSA VIEIRA
VIRGINIA ALVARENGA DE PAULA
VIVIAM RODRIGUES PONTES
VIVIANE APARECIDA DE OLIVEIRA
VIVIANE VIEIRA DA SILVA
WANIA PATRICIA MALHEIROS SALOMON
WARLEY EDILEI MARQUES
WARLLEY LUCAS SOARES
WASHINGTON BATISTA DA CUNHA
WILLIAM ROGER MARTINS DA SILVA
WILTON BARBOSA DE SOUZA
WILTON DO NASCIMENTO BERTOLUCCI
ZANIA MARA NUNES DE ASSIS
ZELINA FONTOURA DA CONCEIÇÃO
 

CCT Sinescontábil 2017/2018

A Convenção Coletiva SINTAPPI X SINESCONTÁBIL foi assinada no dia 10/11/2017, para consulta-la na integra entre em contato com o Sindicato através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou através do telefone (31) 3303-7500, dado que por resolução da Diretoria, a partir do dia 21/11/2017, o SINTAPPI-MG cobrará uma taxa de R$10,00 para aquisição das Convenções Coletivas de Trabalho.

Atenciosamente,

Diretoria do SINTAPPI-MG

 

 

 

 

NÃO É REFORMA, É DESMONTE

APOSENTADORIA
NA REGRA GERAL

Hoje, há duas modalidades de aposentadoria para trabalhadores urbanos vinculados ao INSS e para os servidores públicos: por tempo de contribuição (30 anos para mulheres e 35 para homens) e por idade (60 anos para mulheres e 65 para homens) com mínimo de 15 anos de contribuição. A Reforma pretende acabar com a aposentadoria exclusivamente por tempo de contribuição. Sendo assim, todos deverão trabalhar no mínimo 25 anos e a idade mínima será de 62 anos para mulheres e 65 para homens.
REGRA DE CÁLCULO: O cálculo do benefício, atualmente, é de 70% da média dos maiores salários, mais 1% para cada ano de trabalho. Portanto, somente contribuindo 30 anos a pessoa tem direito a se aposentar recebendo 100%. Com a Reforma, a regra será de 70% da média salarial (e não mais dos maiores salários), mais uma porcentagem que aumenta progressivamente de 1,5% até 2,5%, mas não mais anualmente, fazendo com que apenas com 40 anos de contribuição haja 100% da incorporação do salário na aposentadoria.
REGRA DE TRANSIÇÃO: A Regra de Transição está prevista, supostamente, para não prejudicar quem já cumpriu a maior parte dos anos de contribuição e espera se aposentar em breve. A Regra vale para quem cumprir dois requisitos:
1- 30% de pedágio sobre o tempo que falta para cumprir a regra atual de 30 anos de contribuição para mulheres e 35 para homens;
2- Ter a idade mínima que muda a cada dois anos até o ano de 2036, quando igualam aos 62 anos para mulheres e 2038, para homens.

 

APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

Atualmente no Brasil a maioria das pessoas se aposenta por idade, enquanto a modalidade de aposentadoria por tempo de contribuição é mais acessada pelos trabalhadores de maior renda, que conseguem se manter mais tempo em empregos formais. Os trabalhadores mais pobres costumam se aposentar por idade, mesmo a maioria ingressando muito cedo no mercado de trabalho. Os fatores para esse fenômeno são os altos níveis de desocupação, sub-aproveitamento e grau elevado de informalidade, tendência que tende a ser cada vez mais frequente, devido às flexibilizações e desregulamentação das leis trabalhistas, como a terceirização e o trabalho temporário.
NÃO  TEMOS  TEMPO: Um dos pontos mais duros é o que impõe tanto os anos de contribuição, quanto a idade mínima para ter direito ao valor integral da aposentadoria. Se um trabalhador começar a contribuir com a previdência aos 16 anos, ele somente se aposentará com salário integral se trabalhar continuamente (isto é, sem ficar desempregado ou ser afastado de suas funções) aos 65 anos de idade, quando estiver totalmente desgastado com 49 anos de trabalho, podendo inclusive trabalhar por ainda mais tempo se tiver interrupções na jornada.
UNIVERSITÁRIOS: Outro fator a se considerar, são os jovens que ingressam no mercado de trabalho. Após o término da faculdade, por volta dos 24 anos, se conseguirem um emprego imediato e contribuírem continuamente, se aposentarão com valor integral somente aos 73 anos de idade, o que além da dificuldade de aposentadoria em si, gera um desestímulo ao estudo, que enfraquece a economia do país.
Mas isso não é tudo. Se o projeto de reforma for aprovado sem alterações, serão as mulheres que sofrerão as maiores consequências, como abordaremos à frente.

 

PENSIONISTAS
“RECEBEM SEM CONTRIBUIR”

Pela proposta desejada pelo Temer e Artur Maia, o valor da pensão por morte deixará de ser o salário, aposentadoria integral ou sua média: será reduzida à metade e passará a ser calculada por meio de cotas por dependente.
A família do contribuinte passaria a receber 50% e serão acrescidos 10% para cada dependente (ou seja, o mínimo a ser recebido é de 60%, uma pessoa), mas sob nenhuma hipótese poderá ultrapassar 100%.
NO MÍNIMO: Uma mudança fundamental feita no substitutivo foi a desistência da proposição de desvincular a pensão do salário mínimo.
DEPENDENTES: entre os dependentes constam filhos, cônjuge, companheiro, pais e irmãos não emancipados. No último caso, o benefício é concedido se eles tiverem até 21 anos de idade ou tiverem algum tipo de deficiência.
Caso o dependente deixe de se encaixar nas regras, sua cota não será repassada aos outros dependentes.
ACÚMULO: poderá ocorrer o acúmulo de pensão com a aposentadoria até o limite de dois salários mínimos. Caso o valor ultrapasse esse valor, será possível optar pelo benefício de maior valor.  
FILHOS: órfãos de mãe ou pai com menos de 21 anos receberão o benefício por até 3 anos por meio de seu tutor.
CÔNJUGE: neste caso, a pensão poderá ser vitalícia, desde que a idade no dia do óbito seja igual ou superior a 44 anos.
VALIDADE: se a lei for aprovada, a regra não atingirá quem já recebe os benefícios, valerá apenas para mortes que acontecerem depois que a emenda constitucional for promulgada.

“ACÚMULO” DE PENSÕES: no Governo FHC tentaram passar uma medida provisória que apelidou-se de “MP Mata-Viúva¨. A tentativa não durou nada, porque não admitiu-se que sendo o nosso Seguro Social de caráter contributivo, duas contribuições de origem diversa gerem dois benefícios. Assim, a pensão por morte para os dependentes provém das contribuições do segurado que falece, enquanto a aposentadoria, de qualquer tipo, decorre das contribuições do próprio segurado.
Se não mudou nesse meio tempo, por que aprovar uma medida descabida dessas agora?

POLÍTICA: a gravidez interrompe a contribuição do INSS. A falta de políticas públicas que não oferta creche e saúde pública com quantidade e qualidade necessária para atender seus filhos e pais idosos, aumenta as chances da mulher assumir integralmente a responsabilidade pelo cuidado de familiares.

ECONÔMICA: além da falta de oportunidades que advêm da crise econômica, que afeta principalmente as mulheres, há forte discriminação de mães por parte dos empregadores, como diversos estudos comprovam.

CULTURA: a falta de divisão das tarefas de casa e a responsabilidade integral pela criação dos filhos e cuidado dos parentes idosos são determinantes para a não inserção da mulher no mercado de trabalho. Causam a interrupção do trabalho de grande parte das mulheres que, somando-se aos fatores citados, geram enorme dificuldade de retorno ao mercado, sobre tudo se pobres, com baixa escolaridade e mães jovens, que pela baixa renda não têm a opção de contratar uma babá, e também às maiores de 40 anos, que encontram dificuldade de contratação.
Diante desse panorama, a contribuição das mulheres para o INSS toma contornos penosos, em alguns casos beirando mesmo o impossível, ou seja, mulheres que ou dependem inteiramente da renda do companheiro ou ganham menos e têm aposentadorias menores, fazendo com que a pensão seja essencial para a renda, especialmente se ajudam filhos desempregados e seus netos pequenos.

FILHOS: por sua vez, se crianças, durante o falecimento só terão direito a 10%, cada, da renda por apenas três anos. Depois desse período a mãe, além de lidar integralmente com o cuidado dos filhos, terá que se virar com seus 60% ou salário mínimo para gastos como moradia, água, luz, telefone, alimentação, taxas, escola, transporte e saúde.

FILHOS JOVENS: no Imposto de Renda ainda se admite a dependência econômica dos filhos até 24 anos, se estiverem cursando faculdade. Mas, justamente quando a necessidade é mais premente, com o jovem mais precisando de ajuda financeira – perdendo pai ou mãe provedor enquanto ainda está estudando -, a lei não tem previsão. Reduz drasticamente as chances destes órfãos completarem a graduação ou terem acesso a cursos técnicos, o que aumenta a chance de desemprego, que atualmente nessa faixa etária já  atinge um em cada quatro jovens. Somando-se a isso, na faixa etária de 20 anos, há 25% de chance de uma jovem engravidar, completando esse prelúdio do caos.

OU SEJA:

Ou seja, se aprovada, a Reforma afetará completamente o rumo de várias famílias já abaladas, minando as formas de sobrevivência honesta forjada pelos mais pobres.
Em uma situação ideal, a pensão por morte não deveria ter a importância social que lhe é atribuída, mas com a crise econômica, os cortes cada vez mais profundos em serviços públicos, combinados à aprovação da terceirização sem limites e à reforma trabalhista, aprovar a Reforma da Previdência é retirar o último recurso de sobrevivência digna de inúmeras famílias.
A imprensa de massa e grandes empresários têm exaltado a ideia da reforma como salvação da economia, utilizando dados da Previdência Social brasileira comparada com a de pequenos países desenvolvidos e afirmam que as aposentadorias e pensões, que são pagas pelos trabalhadores justamente para esse fim, são “gastos” e “despesas”. Mas, para onde vai esse dinheiro da Previdência se não para os trabalhadores? Que tipo de economia é essa que supostamente é para melhorar, mas precariza a vida de toda a população que não é empresária?

 

MULHERES
O governo propôs, inicialmente, que as novas regras fossem equivalentes para ambos os gêneros, exigindo a idade mínima de 65 anos para aposentadoria e 49 anos de contribuição para acesso integral ao benefício.
Já no novo texto,  a idade mínima para as mulheres se aposentarem passou para 62 anos, sendo necessária a contribuição por pelo menos 25 anos, o que renderia apenas 76% do valor do seu salário benefício.
O teto de contribuição exigido das mulheres para que se consiga a aposentadoria integral, ficou com 40 anos. Atualmente, a regra por tempo total de contribuição é de 30 anos.
Há também uma regra progressiva 85/95, que soma a idade mais o tempo de contribuição, em que o resultado tem que ser igual ou maior que 85 anos para as mulheres.

OU SEJA:

Hoje em mais de 40% dos lares, as mulheres são responsáveis pela família no que diz respeito à fonte de renda e sustento. Lidando, para isso, com jornadas triplas - trabalho, responsabilidade pela criação dos filhos e afazeres domésticos. Ademais, elas sofrem com exclusões no mercado de trabalho como preconceito às mães, assédio, machismo e salários e cargos inferiores aos masculinos. Essa marginalização acarreta em instabilidades ao longo da vida profissional que propiciam a entrada no mercado informal, o que afeta diretamente a contribuição para a Previdência, fazendo com que milhares de trabalhadoras consigam apenas se aposentar por idade mínima e recebendo um baixo salário-benefício.
Esta reforma é mais um agravante para as idosas, tendo em vista a alta taxa de feminização da velhice, em que mais de 54% chegam à velhice desamparadas e sem o companheiro. Ao contrário do pregado pelo Governo, é preciso que se entenda que a pouca diferença de sobrevida em relação aos homens não significa privilégio de saúde, mas, atualmente, é um sinônimo de descaso e falta de condições de sobrevivência e de dignidade.

 

DEFICIENTES

Originalmente, as propostas do Governo Temer que afetariam as pessoas com deficiência visavam desvincular os benefícios assistenciais da política de reajuste do salário mínimo, ajustando-os somente de acordo com a inflação. Além disso, proibia o acúmulo de benefícios, como aposentadoria com demais auxílios pagos pela seguridade social.
Já o novo texto, mantém o ajuste do benefício vinculado ao salário mínimo, como é hoje, mas ainda contém limitações: o acúmulo da aposentadoria mais pensões passaria a ter um teto, onde a soma não poderá ultrapassar R$ 1.874,00 reais.
Quanto ao tempo de contribuição, o documento propõe um aumento para deficientes com grau leve, de 33 anos para 35. A regra por tempo de contribuição de acordo com o grau de deficiência se mantém para a deficiência moderada e grave. Confira o tempo de contribuição, atual, para cada grau:

             GRAUS

TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO PARA HOMENS

TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO PARA MULHERES

LEVE

           33 ANOS

       28 ANOS

MODERADA

           29 ANOS

       24 ANOS

GRAVE

         25 ANOS

       20 ANOS

Ademais, permanece a regra de idade mínima, em que são 60 anos para os homens e 55 para mulheres e, tendo contribuído por no mínimo 15 anos em condição de deficiente.
Atualmente, as pessoas com deficiência têm acesso a essas pensões por meio do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pagas pelo INSS e sem a obrigatoriedade de alguma contribuição do beneficiário ao Órgão.

OU SEJA:

O texto proposto, é sim prejudicial para as pessoas com deficiência. O acesso ao BPC, hoje, já é complicado e não assegura com totalidade todos que estão em situação de vulnerabilidade social. Os critérios são extremamente rígidos e os recursos insuficientes. Podemos dizer que é quase que necessário a família do beneficiário se encontrar em situação de pobreza extrema, tendo em vista a exigência de terem uma renda mensal “per capita” inferior a ¼ do salário mínimo.
As mudanças em discussão ferem os direitos da população com deficiência, como o recebimento do benéfico depender do grau de deficiência, e o teto de acúmulo do benéfico, quando a maioria tira recursos desses benefícios (valores já baixos) para sobreviver com um mínimo de dignidade, arcando com gastos que é direito de todo cidadão, porém o Governo ignora esses benefícios, como acessibilidade à saúde e medicamentos gratuitos e, de alguma forma, manterem, mesmo que precariamente, moradia, luz, água etc.
Propor um aumento no tempo de contribuição dos deficientes de grau leve ignora questões sociais que interfere nas suas vidas profissionais, que já começam tardiamente, e têm que ser levadas em consideração. O que se percebe, é que o Governo quer, a todo custo, retirar direitos sociais, até mesmo da parcela da população que já é muito excluída e humilhada.
O cenário é turbulento e não se tem um panorama concreto sobre o futuro da Reforma da Previdência. Muitos fatores reforçam esta incerteza, como as denúncias feitas a partir das delações da JBS (uma das maiores empresas alimentícias do mundo), em que aponta o presidente Michel Temer e líderes do Governo como participantes em um esquema de corrupção.

 

PREVIDÊNCIA RURAL
A proposta inicial do Governo Federal para os trabalhadores rurais, incluindo tanto o agricultor familiar quanto o empregado rural, seria “igualar” as regras, tornando-as equivalentes às dos trabalhadores urbanos. Sendo assim, a idade mínima de contribuição para homens e mulheres seria de 65 anos e 25 anos de contribuição.
Além disso, haveria a exigência de uma contribuição obrigatória do pequeno agricultor sobre o salário mínimo, com argumento de garantir o Benefício de Prestação Continuada (BPC) pelo INSS, cobrança que hoje é inexistente.
Entretanto, o texto original foi alterado. A nova proposta recua a idade mínima – dos homens de 65 anos para 60 e de mulheres para 57. O tempo de contribuição também foi modificado, passando de 25 para 15. Mas, manteve a obrigatoriedade do pagamento da taxa para o BPC.
Atualmente, a regra da Previdência prevê que para o agricultor familiar garantir a sua aposentadoria é necessário que tenha idade mínima de 60 anos para os homens e 55 para as mulheres e precisa comprovar, via documentação, que durante 15 ou mais anos produziu e comercializou.
Já para o empregado rural, é necessário que tenha a idade mínima. Ademais, eles têm seus impostos recolhidos mensalmente pelo sindicato para o INSS.

OU SEJA:

Na prática, se aprovada, a reforma massacrará os trabalhadores rurais e impedirá os pequenos agricultores de ter acesso ao direito de se aposentar. O texto propõe uma idade mínima que negligencia as condições de saúde e a real expectativa de vida dos trabalhadores de campo – aproximadamente 67 anos. Estes trabalhadores já são extremamente castigados por diversos fatores como insolação, desgaste físico, uso de agrotóxicos, baixa fiscalização e, além de tudo, falta de conforto, como moradia apropriada e alimentação e também baixo acesso a serviços básicos, como saúde, técnicas e ferramentas de segurança.
A taxa do BPC é inviável de ser paga pelo pequeno agricultor, inclusive diversas famílias só sobrevivem com uma pequena ajuda do Governo, já que dependem do lucro das suas plantações e essas são instáveis, pois dependem de fatores como valorização do produto e adversidades da natureza, como por exemplo a seca.

 

QUAL A PROBABILIDADE DA LEI SER APROVADA?

O cenário é turbulento, não se tem um panorama concreto sobre o futuro da Reforma da Previdência. Muitos fatores reforçam esta incerteza, como as denúncias feitas a partir das delações da JBS que apontam o governante Michel Temer e líderes do Governo como participantes em um esquema de corrupção.


Em maio, quando o texto da Reforma foi aprovado pela Comissão Especial, a Emenda da Constituição (PEC) 287/16, Temer articulava para conseguir o apoio de 308 deputados para os dois turnos da votação. Mesmo antes das delações dos donos da JBS serem divulgadas, o Governo ainda não tinha alcançado a quantidade de votos necessários, o que transparece certa dificuldade para que as mudanças previdenciárias sejam aprovadas.
De acordo com a pesquisa feita na Câmara dos Deputados pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Conta da União, de 512 deputados, 205 disseram ser contrários à reforma; 77 são favoráveis e desses, 36 afirmaram que votariam a favor. Outros 173 não quiseram dar declarações a respeito, 57 estavam indecisos e uma estava de licença.


Mesmo com essa imprecisão sobre o resultado da votação, a base do Governo tinha uma grande expectativa em angariar apoio dos deputados indecisos e assim aprovar a Emenda antes do segundo semestre. Mas as denúncias aprofundaram ainda mais a crise política e atrapalhou seus planos, resultando em paralisação dos trabalhos envolvendo a Reforma e esforço das articulações para barrar a acusação – comprando votos através das liberações de emendas parlamentares.


Em agosto, por um placar apertado, Michel Temer saiu vitorioso da votação no Congresso sobre o arquivamento da denúncia, garantindo a sua continuidade no Palácio do Planalto. Mas, mesmo com o resultado favorável, que pode dar um novo gás para tocar as Reformas propostas, a diminuição na base de apoiadores é significativa.


Ministros do Governo declararam, após a votação, que agora farão um trabalho de articulação na base para conseguir obter os votos necessários e aprovar a Reforma. Afirmaram contar com o apoio do Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para voltar com os conchaves e conseguir apoiadores. Temer, como de praxe, também promoverá reuniões e jantares com os deputados para negociar concessões.


É de interesse da presidência, do ministro da Fazenda, dos grandes empresários e banqueiros, que os itens mais importantes do texto sejam aprovados até outubro no mais tardar, antes do final de março de 2018, quando se dá o início da corrida eleitoral, pois esta dificultaria muito a aprovação da medida, já que não há a maioria de membros votantes necessários para colocá-la em pleito.


O Planalto anseia a todo custo colocar a Reforma em discussão na Câmara novamente, no entanto, antes disso, ele precisará enfrentar um processo de desgaste, em que terá que satisfazer os interesses da base aliada que o salvou de enfrentar o STF. Os “digníssimos” deputados querem, antes de votarem qualquer outra Reforma, a Reforma Política, que não abre condições para aprovar as mudanças antes do fim de agosto.
Agora, cabe à classe trabalhadora se unir e se mobilizar novamente contra o desmonte da Previdência. Pressionar os representantes, essencialmente, aqueles que votaram a favor de Temer – sendo a bancada mineira a que mais apoiou o arquivamento da denúncia. É importante encurralá-los através de paralizações, protestos e uma grande pressão popular para fazer a voz do povo ser ouvida e respeitada.

 

SINSERHT

A Convenção SINTAPPI X SINSERHT foi homologada pelo MTE e já encontra-se disponível para o público AQUI.

 

Página 2 de 6