A BHTrans reiniciou nesta semana o trabalho de substituição dos antigos abrigos em pontos de ônibus por novas estruturas, mais modernas e seguras. Apesar de ser visto com bons olhos pelos passageiros do transporte coletivo, o serviço tem desagradado muita gente. Isso porque alguns abrigos já foram removidos mas, até a colocação dos novos, quem espera os ônibus é obrigado a ficar debaixo do sol escaldante e sujeitos às pancadas de chuvas típicas do verão.

É o caso, por exemplo, da vendedora Flávia Gomes dos Santos Rocha, de 38 anos, que ontem sofreu com o forte calor enquanto aguardava um coletivo no ponto na esquina da avenida Brasil com rua Padre Rolim, no bairro Santa Efigênia, região Leste. Ela queixou-se da falta de refúgio. “É um absurdo, tem que ter proteção. Agora tenho que ficar debaixo de um sol desse. Aqui também não tem árvore, então a situação fica pior”, protestou.

Além da falta de proteção, o operador de computador Rodrigo Monteiro, de 49 anos, sentiu falta do painel que informa sobre a aproximação dos coletivos. “Fico sem saber se o ônibus está chegando”, lamentou. “Espero que tenha um motivo plausível para a retirada dos abrigos, porque não tem sentido ficar sem eles”, disse o técnico em segurança Wander Júnior, de 35, antes de saber que as estruturas seriam substituídas.

Novos abrigos
A autarquia responsável por gerenciar o tráfego não detalhou quantos abrigos foram retirados nesta semana e qual a previsão para recolocação das novas estruturas. Na avenida Brasil, a reportagem do Hoje em Dia constatou duas remoções. Uma estrutura na avenida Francisco Sales, também no Santa Efigênia, está sendo preparada para a troca dos abrigos.

De acordo com a prefeitura, 1.300 abrigos serão trocados até 2020. Até ontem apenas a avenida Afonso Pena havia recebido os novos refúgios, que têm áreas específicas para cadeirantes, gestantes e idosos, além de iluminação noturna. Segundo a BHTrans, os novos abrigos têm uma capacidade 25% maior que os atuais e proteção traseira e lateral de metal vazado. Os painéis que indicam a aproximação dos coletivos serão mantidos nos pontos.

Investimento
Do total de abrigos, 100 serão instalados em áreas históricas. O Consórcio PRABH, empresa responsável pelo serviço, destinar cerca de R$ 30 milhões para as substituições e na manutenção dos abrigos. A BHTrans informou que os abrigos retirados que estão em bom estado de uso serão restaurados e reinstalados em locais que não possuem o refúgio. “Ou seja, a cidade ganha em dobro”, destacou a autarquia.