{"id":2989,"date":"2024-08-30T10:46:15","date_gmt":"2024-08-30T13:46:15","guid":{"rendered":"https:\/\/sintappimg.org.br\/novosite\/?p=2989"},"modified":"2024-08-30T10:46:17","modified_gmt":"2024-08-30T13:46:17","slug":"70-dos-autonomos-querem-clt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sintappimg.org.br\/novosite\/2024\/08\/30\/70-dos-autonomos-querem-clt\/","title":{"rendered":"70% DOS AUT\u00d4NOMOS QUEREM CLT"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size wp-block-paragraph\">A reforma trabalhista aprovada em julho de 2017, &nbsp;alterou a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT) em mais de cem pontos. A reforma decidiu, por exemplo, que os acordos entre patr\u00f5es e empregados prevalecem sobre a lei. Ela imp\u00f4s obst\u00e1culos para o trabalhador processar empresas, permitiu que direitos como f\u00e9rias fossem parcelados e enfraqueceu os sindicatos ao acabar com a contribui\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria \u2014 mudan\u00e7a retificada pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size wp-block-paragraph\">De acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vagas &nbsp;(FGV-Ibre) sete em cada dez trabalhadores brasileiros aut\u00f4nomos desejam um emprego com carteira assinada depois de sete anos da reforma trabalhista, que incentivou a informalidade do mercado de trabalho com a promessa de criar 6 milh\u00f5es de empregos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Apesar da reforma, o desemprego se manteve alto. A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o, que estava em 6,6% em 2014, disparou ap\u00f3s a crise de 2015, chegando a 12,9% em julho de 2017, quando a reforma foi aprovada. A taxa patinou no mesmo patamar nos anos seguintes at\u00e9 atingir o pico de 14,9% em mar\u00e7o de 2021, agravada pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>70% dos aut\u00f4nomos querem CLT<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Sete anos depois da reforma, 67,7% dos aut\u00f4nomos sonham em trabalhar com carteira assinada. Pelos crit\u00e9rios do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV-Ibre), o Brasil tem 25,4 milh\u00f5es de aut\u00f4nomos, enquanto a popula\u00e7\u00e3o total ocupada era de 100,2 milh\u00f5es em mar\u00e7o de 2024. A pesquisa do instituto consultou 5.321 pessoas e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size wp-block-paragraph\">O desejo da CLT \u00e9 maior entre os aut\u00f4nomos mais pobres: 75,6% dos informais com renda de at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo (R$ 1.412) preferem um trabalho com carteira assinada. Entre aqueles com renda entre um e tr\u00eas m\u00ednimos, esse n\u00edvel chega 70,8%, enquanto essa propor\u00e7\u00e3o cai para 54,6% dos informais com renda acima de tr\u00eas m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Os trabalhadores aut\u00f4nomos ganham mal. Cerca de 44% deles recebem at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size wp-block-paragraph\">A maioria dos informais \u00e9 homem e negro. 38% dos informais t\u00eam entre 45 e 65 anos, 66% s\u00e3o homens e 54,5% se declaram pretos e pardos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size wp-block-paragraph\">A inseguran\u00e7a financeira \u00e9 maior para esses trabalhadores. Enquanto apenas 45% deles conseguem prever sua renda para o pr\u00f3ximo semestre, esse percentual chega a 67,5% entre funcion\u00e1rios com carteira assinada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size wp-block-paragraph\">A renda dos aut\u00f4nomos tamb\u00e9m varia muito. O sal\u00e1rio de 19,8% deles pode oscilar mais de 20% de um m\u00eas para o outro, enquanto o mesmo acontece com apenas 4,7% entre aqueles com CLT.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Segundo o pesquisador do FGV&nbsp; Rodolpho Tobler, a reforma contribuiu para o aumento do trabalho flex\u00edvel, mas poucos ganham bem, e preferem a CLT.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size wp-block-paragraph\">De acordo o IBGE a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o s\u00f3 come\u00e7ou a cair depois da pandemia. Ela baixou a 7,9% em dezembro de 2022 at\u00e9 chegar ao \u00edndice mais baixo desde 2012: 6,9% na m\u00e9dia de abril, maio e junho de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-medium-font-size wp-block-paragraph\">Fonte: (FGV-Ibre)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reforma trabalhista aprovada em julho de 2017, &nbsp;alterou a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT) em mais de cem pontos. A reforma decidiu, por exemplo, que os acordos entre patr\u00f5es e empregados prevalecem sobre a lei. 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